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Cardeal Bo e bispos da Ásia: não à guerra nuclear, o mundo precisa de cura

Arcebispo de Yangun e presidente da Federação das Conferências Episcopais Asiáticas, cardeal Charles Maung Bo

Em seu apelo lançado esta sexta-feira, 4 de março, o arcebispo de Yangun, em Mianmar, e presidente da Federação das Conferências Episcopais Asiáticas (FABC), cardeal Charles Maung Bo, lança uma veemente mensagem à humanidade: "Não deixemos que a história se repita no século XXI. O mundo sofreu muito, encontrando a crise multidimensional de uma

pandemia que matou milhões de pessoas e infligiu um duro golpe à economia, empobrecendo milhões de pessoas. Este é o momento da cura global, não da dor"

Resistir de todos os modos ao risco de uma guerra nuclear, promover o diálogo e trazer uma cura global para o mundo é a esperança expressa em um apelo lançado esta sexta-feira, 4 de março, pelo arcebispo de Yangun, em Mianmar, e presidente da Federação das Conferências Episcopais Asiáticas (FABC), cardeal Charles Maung Bo.

 

O pesadelo de um holocausto nuclear global

 

"O mundo está em uma encruzilhada existencial", afirma o cardeal Bo na declaração "Resistir ao Risco de um Inverno Nuclear", divulgada em nome da FABC, em favor de uma "Primavera Pacífica Global".

 

O purpurado diz estar preocupado com a assustadora possibilidade do "cenário de pesadelo de um holocausto nuclear global": "Os ataques à Ucrânia e a iminente ameaça do uso de armas de destruição em massa levaram o mundo ao limiar da autodestruição. As cenas angustiantes dos ataques na Ucrânia chocaram o mundo", observa.

 

Em união com o Papa no apelo em favor da paz

 

O cardeal se une ao Papa Francisco para apelar aos governantes da Rússia e a todos os outros líderes globais "que acreditam no poder da violência para resolver os problemas do mundo" a fim de que escolham "meios pacíficos e de diálogo" no âmbito da assembleia das Nações Unidas.

 

"Sentimo-nos encorajados com a resposta unida da comunidade internacional na ONU, onde mais de 140 países votaram contra esta guerra de deterioração que ameaça destruir a segurança humana, o respeito pelas instituições globais", lê-se na mensagem do presidente da Federação das Conferências Episcopais Asiáticas.

 

As duas guerras mundiais, uma ferida na consciência humana

 

"Exatamente um século atrás" - lembra o texto -, quando uma espiral pandêmica estrangulou o mundo, os homens megalômanos desencadearam os demônios de duas guerras mundiais sádicas. Mais de 135 milhões de pessoas foram mortas por guerras no século XX. A memória do holocausto continua sendo uma ferida ardente na consciência humana."

 

"A humanidade é o principal ator nestes jogos de guerra geoestratégicos. A história é uma mestra cruel", continua a nota, observando que "não houve vencedores nessas guerras. A história mumificou aqueles homens maus em túmulos anônimos como fósseis da crueldade humana".

 

Daí, a veemente mensagem para a humanidade: "Não deixemos que a história se repita no século XXI. O mundo sofreu muito, encontrando a crise multidimensional de uma pandemia que matou milhões de pessoas e infligiu um duro golpe à economia, empobrecendo milhões de pessoas. Este é o momento da cura global, não da dor".

 

A paz é sempre possível

 

O cardeal birmanês se dirige à liderança russa: "Apelamos diretamente ao presidente Putin. A Rússia é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, encarregado de promover a paz no mundo e garantir os direitos de cada nação. Apelamos à Rússia para cessar os ataques à Ucrânia e retornar às Nações Unidas para uma resolução pacífica de todas as questões".

 

Em conclusão, o cardeal Bo reconhece: "A paz é sempre possível; a paz é o único caminho para o futuro da humanidade".

 

(com Fides)

 

(reproduzida do portal de noticias: Vatican News)

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