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Cardeal Sako: "catecismo e liturgia são dois temas vitais para o Sínodo"

 O patriarca caldeu de Bagdá, cardeal Louis Raphael I Sako (AFP)

Catecismo e liturgia: esses são dois "temas vitais" sobre os quais, de acordo com o patriarca caldeu de Bagdá, cardeal Louis Raphael I Sako, deve se concentrar o próximo Sínodo sobre a sinodalidade, que vai se realizar no Vaticano de 4 a 29 de outubro.

 

Falar de Deus com audácia

 

Em uma reflexão, enviada à agência Sir, o patriarca pede uma "formulação do catecismo, expressão da fé, em palavras simples e compreensíveis e com um vocabulário cuidadosamente selecionado, semelhante ao que os apóstolos e os primeiros Padres fizeram com o ensinamento de Cristo em sua pregação".

 

A Igreja, enfatiza o patriarca, "deve falar de Deus com audácia, especialmente para as novas gerações, para que elas não vacilem, apesar das dificuldades e dos desafios". Desafios que dizem respeito tanto aos cristãos ocidentais quanto aos orientais:

 

"Os cristãos do Ocidente vivem se adaptando à sua sociedade, que lhes garante liberdade, apesar de sua orientação para o liberalismo secular pleno, longe dos valores religiosos, enquanto no Oriente os cristãos vivem em um estado de exclusão e perseguição devido a correntes ideológicas extremistas".

 

Igreja atenta ao espírito do Evangelho

 

Com relação à liturgia, o cardeal Sako explica que "a liturgia antiga e as leis antigas carregam o núcleo de uma nova liturgia, novas leis e novas estruturas que preservam fielmente o depósito da fé e levam em conta as necessidades do momento atual. Pois a história constitui uma cadeia contínua e a experiência dos antepassados é uma lição a ser preservada".

 

A Igreja, "Mãe e Mestra, representante de Jesus e de sua autoridade", para o cardeal, "deve estar ciente do que está acontecendo no mundo de hoje, para que possa pregar Jesus Cristo e incutir a fé no coração e na alma dos fiéis, para que possam recorrer a Ele e preservar sua dignidade e identidade. A Igreja é feita pelos fiéis".

 

Por essa razão, escreve o patriarca Sako, "a Igreja deve estar atenta ao espírito do Evangelho, aberta à necessidade do mundo de fé, amor, bondade, paz, alegria e esperança, do amor paternal de Deus, e capaz de retornar constantemente à sua memória viva para esclarecer a visão, compreender os erros e corrigi-los, citando, por exemplo, os antigos e atuais cismas. A memória - conclui ele - nos ajuda a estar nessa história sagrada e a fazer crescer a comunhão".

 

(com Sir)

 

Fonte: Vatican News

 

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