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Francisco em Marselha, Bruni: "Será uma viagem pela paz e o acolhimento"

 Uma vista da cidade de Marselha, na França

Há o porto, que simboliza seu caráter cosmopolita. Há o Mediterrâneo, unindo povos, nações e culturas e que destaca sua predisposição inata para acolher. E há a Notre Dame de la Garde, a basílica dedicada a Nossa Senhora da Guarda, construída em um cume de mais de 160 metros, um convite à fé e à tolerância religiosa. Essa é a identidade de Marselha, a cidade francesa que o Papa Francisco visitará nos dias 22 e 23 de setembro para concluir a

terceira edição dos "Encontros do Mediterrâneo".

 

A primeira vez para um Papa

 

A essência da 44ª viagem internacional do Papa foi delineada esta terça-feira, 19 de setembro, pelo diretor da Sala de Imprensa da Sé, Matteo Bruni, no habitual briefing com os jornalistas. "Esta é a primeira vez, pelo menos nos tempos modernos, que um pontífice viaja a Marselha", disse Bruni, que quis destacar como a história nos diz que a cidade "foi enriquecida ao longo do tempo pela presença de várias populações. Sua identidade é variada e continua a ser enriquecida pela história francesa e pelas migrações que a envolvem".

 

Caminhos de paz e integração

 

Não é coincidência, portanto, que Marselha esteja sediando esta edição dos "Encontros do Mediterrâneo", que conta com a participação de bispos e líderes religiosos de todos os países que fazem fronteira com o Mare Nostrum e dos quais 120 jovens e várias organizações e associações da sociedade civil também estão participando. O objetivo das mesas-redondas, dos encontros de reflexão e de oração, das apresentações artísticas e culturais foi explicado pelo próprio Francisco no pós-Angelus de domingo, 17 de setembro: "Promover caminhos de paz, colaboração e integração, com atenção especial ao fenômeno da migração". Tudo se realiza na esteira dos dois encontros anteriores, o de Bari em 2020 e o de Florença em 2022.

 

Diálogo e compartilhamento

 

"A dimensão ecumênica e inter-religiosa já estará presente desde o primeiro dia da visita do Papa, quando haverá um momento de recolhimento comum nas adjacências do memorial dedicado aos marinheiros e migrantes perdidos no mar", explicou Bruni. Além da migração e do acolhimento de refugiados, há um tema candente que não pode ser ignorado e que poderia fazer parte dos discursos de Francisco: "É o do meio ambiente", acrescentou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. "Certamente o Mediterrâneo é um lugar onde as mudanças climáticas que ocorreram nos últimos anos são fortemente sentidas.

 

Mensagem à França e à Europa

 

Matteo Bruni deteve-se em seguida sobre um fato não secundário: o próprio Papa, de Marselha, poderá "provavelmente dirigir um pensamento a toda a França também se referindo à vida de seus muitos santos. Palavras que poderiam ter uma repercussão especial para toda a Europa". Marselha é a segunda cidade francesa a receber Francisco em um evento internacional, depois de Estrasburgo em 2014.

 

Guerras que não devem ser esquecidas

 

Em todo caso, como pano de fundo dessa viagem, permanece a guerra, não apenas a da Ucrânia. "Isso - disse Bruni – é motivo de dor para o Papa e uma referência em seus discursos não é excluída".

 

 

Fonte: Vatican News

 

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