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Papa Francisco: organização criminosa e Evangelho são irreconciliáveis

 Um mural em Brancaccio recorda o beato Pino Puglisi

A total irreconciliabilidade entre toda e qualquer organização criminosa, máfia, camorra ou 'ndrangheta e o Evangelho" foi reiterada pelo Papa Francisco em uma mensagem dirigida ao reitor da Universidade Lumsa, em Roma, Francesco Bonini, e aos palestrantes da conferência "a voz do sangue", organizada na terça-feira, 12 de dezembro, em Roma, para

recordar o trigésimo aniversário do martírio de padre Pino Puglisi, que foi assassinado pela máfia em Palermo, na Sicília, sul da Itália, em 15 de setembro de 1993, em frente à sua casa, e o décimo aniversário de sua beatificação. A iniciativa, promovida pela Universidade Lumsa em conjunto com a Fundação vaticana cardeal Salvatore De Giorgi, demonstra, escreve o Papa, o quanto é caro ao coração o testemunho de tantos sacerdotes que, como o padre Puglisi, "todos os dias, sem alardes, sem buscar os holofotes, lutam contra o crime apenas com uma vida aderente aos ensinamentos do Evangelho".

 

Uma testemunha misericordiosa do amor do Pai

"Um bom sacerdote, uma testemunha misericordiosa do amor do Pai, no bairro Brancaccio, em Palermo, onde era pároco", o padre Puglisi "queria tirar seu povo, sobretudo os jovens, das garras da máfia". Por isso, desde a forte advertência contra a máfia pronunciada por São João Paulo II no Vale dos Templos de Agrigento, em 9 de maio de 1993, "a Igreja jamais se cansará de reiterar com força", enfatiza Francisco, recordando a homilia pronunciada na esplanada de Sibari, em 21 de junho de 2014, que "aqueles que em suas vidas seguem esse caminho do mal, como os mafiosos, não estão em comunhão com Deus: estão excomungados!"

 

O convite para orar pelos povos sem paz

O testemunho, o martírio e o sangue derramado pelo padre Puglisi, conclui o Papa, "se tornaram verdadeiramente uma semente que, nos trinta anos que se seguiram à sua morte, deu frutos e nos proporcionou muitas obras de bem e de paz". Essa paz, acrescenta, "que falta a tantos irmãos e irmãs que trazemos no coração, como as populações da Ucrânia, de Israel e da Palestina", pela qual o Pontífice nos convida a jamais nos cansarmos de rezar.

Fonte: Vatican News

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