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O último acesso do Ceará à Série A havia sido em 2017. Muito provavelmente não houve tanta imagem como agora. São fotos, vídeos, postagem em feed e stories, momentos em Campinas e na capital cearense, jogo, pós-jogo e desembarque. Lágrimas de nervosimo e de emoção. Sorrisos de alívio e esperança.
Dentre tantas fotografias, uma viralizou. Qualquer torcedor do Ceará que olhar para ela vai se entender naquele momento: um acúmulo de sentimento que desaguou quando o apito final de Goias 1 x 0 Novorizontino soou.
Eu estava editando textos quando vi a foto de Davi Rocha, do Sistema Verdes Mares. Foi para a capa nacional do ge, inclusive. Só queria saber quem eram aqueles torcedores ali. Pai e filho? Tio e sobrinho? Padrinho e afilhado? Eram irmãos, será?
Nesta segunda-feira (25), logo depois da bonita festa que a Nação Alvinegra fez no desembarque do time, encontrei Diego Marinho, de 31 anos. Pedro é a criança que vibra no colo dele.
- É engraçado que eu não conheço aquela criança - conta Diego, sorrindo.
- Mas a foto viralizou, e as pessoas do Instagram ficaram me mandando. Então eu fui atrás de saber quem era aquela criança - complementa.
Os dois estavam em uma festa próxima a um restaurante em Fortaleza. E compartilhavam da mesma ansiedade. Não era suficiente somente que o árbitro encerrasse Guarani 0 x 0 Ceará, mas que o jogo do Goiás também terminasse. A foto foi logo que isso ocorreu.
- Futebol é assim, bonito por isso. Quando o time faz um gol, todos se abraçam e viram amigos na hora da emoção. A gente estava em frente à banda, comemorando o acesso. Muitas crianças estavam na frente da gente, eu peguei o garoto na emoção e levantei. Daí veio o clique - complementa Diego.
E é verdade. Quando todo mundo pensava que seria um milagre, o Ceará emendou vitórias e acreditou até o fim para chegar à Série A. E o futebol também é bonito por isso. O trio Aylon, Saulo e Erick Pulga, o técnico Léo Condé, demais atletas, dirigentes, funcionários, torcedores: todos sabiam que era preciso fazer o máximo a cada rodada para que no fim o êxito viesse.
- Desde criança, eu torço pelo Ceará. Eu tenho um filho (Bernardo) que parece com o menino da foto e ficou mais engraçado por conta disso. Foi uma descarga grande de emoção. A foto representa esse sentimento - traduz Diego.
- Estava todo mundo eufórico. Quando o juiz encerrou o jogo, começou todo mundo a gritar. Ele pegou a criança, eles comemoraram. Vi que o momento era interessante, especial - comentou Davi Rocha, que eternizou o momento.
A exemplo de Diego e Pedro, muitos torcedores devem ter se conhecido, se abraçado e se aproximado por conta de mais uma episódio único na história do clube. O dia 24 de novembro de 2024 foi tão esplêndido quanto a imagem que vimos dos dois juntos. Agora não é mais uma possibilidade remota, agora é real: o Ceará voltou à primeira divisão.
Fonte: ge.globo.com