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Regente da Penitenciaria Apostólica: o confessionário é uma porta santa para a alma

 O Papa Francisco atendendo confissão de párocos na Basílica de São João de Latrão - 15.02.2018 (Vatican Media)

“O Jubileu é um tempo de renovação espiritual, de conversão e de reconciliação”, disse o bispo Krzysztof Józef Nykiel, Regente da Penitenciaria Apostólica, em uma entrevista à Rádio Vaticano-Vatican News. Ele enfatizou que as Portas Santas abertas consecutivamente durante esses dias são um sinal da porta da salvação aberta por Cristo. Mas também que a confissão sacramental é uma condição essencial para receber a indulgência.

 

A indulgência liberta o coração do peso do pecado

 

Dom Nykiel explicou que “a indulgência é a manifestação concreta da misericórdia de Deus, que transcende os limites da justiça humana e os transforma. Ficamos convencidos de sua importância observando a vida dos santos. “Olhando para esses exemplos e vivendo em comunhão com eles, a esperança do perdão para o próprio caminho de santidade é fortalecida e se torna uma certeza. A indulgência permite que o coração seja libertado do peso do pecado, de modo que a devida reparação possa ser feita com plena liberdade”.

 

Condições da indulgência

 

O Regente da Penitenciaria Apostólica recordou que “para obter a indulgência plenária durante o Jubileu de 2025, os fiéis devem cumprir algumas condições específicas, estabelecidas pela Igreja: confissão sacramental, comunhão eucarística, profissão de fé, oração segundo as intenções do Papa, uma ou mais obras de caridade, peregrinação a lugares santos, desapego interior do pecado, mesmo do pecado venial”.

Peregrinação para Cristo

 

Referindo-se à Bula de proclamação do Jubileu ordinário do ano 2025, dom Nykiel observou que um elemento fundamental de todo evento jubilar é a peregrinação. “A peregrinação, de fato, lembra o caminho pessoal do crente nos passos do Redentor e expressa o significado de nossa existência humana. É, como disse São João Paulo II, 'como uma grande peregrinação rumo à casa do Pai' (Tertio millennio adveniente, 35). Peregrinação, partir, não significa simplesmente mudar de lugar físico, mas transformar a si mesmo”, afirmou ele.

 

Confissão, um ponto essencial da peregrinação

 

O Regente da Penitenciaria Apostólica também ressaltou que um ponto essencial da peregrinação, entendida como uma experiência de conversão, é a confissão. Nela “reconhecemos nossos pecados e os apresentamos ao Senhor pedindo perdão”. Dom Nykiel lembra que “o sacerdote é um ministro, ou seja, um servidor e, ao mesmo tempo, um administrador prudente da divina misericórdia. A ele é confiada a gravíssima responsabilidade de 'remir ou reter os pecados' (cf. Jo 20,23)”.

 

Significado da Porta Santa

 

Apontando, por sua vez, para a importância de atravessar a Porta Santa nas basílicas papais de Roma, o Regente da Penitenciaria Apostólica explicou que elas são “o sinal do portal que conduz à salvação da alma, aberto por Cristo com sua encarnação, morte e ressurreição, chamando todos a viverem reconciliados com Deus e com o próximo. Portanto, sua travessia evoca a passagem do pecado para a graça, que todo cristão é chamado a fazer. Há apenas um acesso que abre a porta para a vida de comunhão com Deus: esse acesso é Jesus, o único e absoluto caminho de salvação”.

 

(Fonte: vaticannews.va)

 

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