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Síria: bispos da UE, “esperança por uma transição de poder ordenada e pacífica"

 Vista aérea mostra a Cidadela de Aleppo com vista para a cidade do norte da Síria, em 11 de dezembro de 2024 (AFP)

Em nota, esta quarta-feira (11/12), a Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia “pede que o novo regime rejeite o sectarismo e o extremismo, abraçando, ao mesmo tempo, as contribuições e identidades únicas das muitas minorias étnicas e religiosas que enriquecem a nação do Oriente Médio”. Os

bispos pedem “a proteção de locais de culto e locais religiosos pertencentes a minorias, a provisão de acesso à ajuda humanitária e o retorno seguro dos deslocados internamente para suas casas"

 

“Os bispos da União Europeia estão monitorando de perto os acontecimentos na Síria e expressam sua esperança por uma transição de poder ordenada e pacífica”.

Em uma nota divulgada esta quarta-feira (11/12), a Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (Comece) “pede que o novo regime rejeite o sectarismo e o extremismo, abraçando, ao mesmo tempo, as contribuições e identidades únicas das muitas minorias étnicas e religiosas que enriquecem a nação do Oriente Médio”.

Em particular, os bispos da UE pedem “a proteção de locais de culto e locais religiosos pertencentes a minorias, a provisão de acesso à ajuda humanitária e o retorno seguro de pessoas deslocadas internamente (idp) para suas casas”.

Oração e solidariedade em tempos sombrios e difíceis

Antes da queda do regime de Bashar al-Assad, em 7 de dezembro, o presidente da Comece, dom Mariano Crociata, enviou uma carta a dom Joseph Tobji, arcebispo de Aleppo (maronita), e a todos os outros bispos das Igrejas cristãs em Aleppo.

Em sua mensagem, dom Crociata transmitiu a solidariedade dos bispos da UE, dizendo que está acompanhando os acontecimentos na Síria “com o coração cheio de solidariedade, compaixão e profunda preocupação pelo imenso sofrimento e incerteza que vós e vossos fiéis estão suportando em Aleppo e em outras partes da Síria”.

“O conflito em curso em vosso país trouxe dificuldades indescritíveis, deslocamento e perda para vossas comunidades, e estamos ao vosso lado em oração e solidariedade durante esses tempos sombrios e difíceis”, escreveu Crociata.

 

Resiliência e fé das comunidades cristãs na Síria

 

“Estamos profundamente comovidos”, acrescentou o bispo italiano, ”pela resiliência e fé das comunidades cristãs na Síria, que continuam a dar testemunho do amor de Cristo mesmo diante de tanta adversidade. Vossa firmeza em manter os ritos sagrados, cuidar da comunidade e oferecer esperança àqueles que estão sofrendo o impacto da guerra é um testemunho da força de sua fé e da presença duradoura do Espírito Santo entre vós. Esperamos que os cristãos na Síria possam permanecer em sua terra natal e continuar a ser testemunhas de nosso Senhor e contribuir para sua sociedade em um espírito de fraternidade e serviço aos outros”.

Por uma solução pacífica para o conflito

Crociata assegurou o compromisso da Comece em apoiar as necessidades do povo sírio, “buscando aumentar a conscientização e mobilizar recursos para ajudar a reconstruir vossas casas e restaurar vossos meios de subsistência, e para uma solução pacífica para o conflito”.

A carta conclui lembrando a próxima festa de Natal: “Nestes tempos de escuridão, desejamos compartilhar com todo o povo sofrido de Aleppo e do resto da Síria a mensagem do ‘Príncipe da Paz’. Oramos pela paz na Síria, pelo fim do sofrimento e pela restauração da esperança e da dignidade de todos os afetados por esse conflito”.

 

Fonte: Vaticannews.va

 

 

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